Juros caem no médio parazo para o consumidor, prevê Acrefi
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quarta-feira, 08 de setembro de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 9 (AE) - As taxas de juros para o consumidor devem cair a médio prazo, analisa o vice-presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Ricardo Malcon. Para ele, "o efeito da redução dos compulsórios não é imediato, mas ela chegará no médio prazo ao consumidor, já que está ocorrendo uma injeção de novos recursos no mercado, aumentando a liquidez".
Malcon salientou que a redução dos compulsórios sobre depósitos a prazo e à vista injetará mais R$ 13 bilhões. "São recursos que que chegarão ao mercado aos poucos, trazendo um impacto positivo. O próprio Banco Central já anunciou que está analisando novas medidas para reduzir juros. O que encarece o dinheiro no mercado são os compulsórios e o imposto que incide sobre o dinheiro. Poderemos ter redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)", explicou.
No caso do IOF, disse ele, se o governo o retirasse sobre o crédito direto ao consumidor, seria possível igualar este tipo de financiamento com o leasing, "que hoje já não tem a incidência do IOF". Malcon também salientou que há um movimento descendente das taxas de juros. "O governo promete que vai continuar com esta política, o que vai baratear o custo do dinheiro."
Um estudo informal que a Acrefi realiza semanalmente deu que na última semana, a média dos juros dos bancos, no crédito pessoal, cartão e cheque especial, fica entre 5,50% a 10,0% ao mês; no dia 15 de agosto, estava em 6,0% a 10,50% ao mês; no dia 30 de julho estava entre 6,50% e 11,0%.
Nos últimos 30 dias, os juros para financiamentos de carros novos tiveram o seguinte comportamento de queda: 30 de julho, entre 2,65% e 2,95%; 15 de agosto, 2,55% e 2,85%; e na última semana, 2,35% a 2,65% por mês.


