São Paulo, 23 (AE) - O supervisor de Marketing do Banco Ford, Fausto Ferreira, lembrou que as taxas de juros estão mais baixas hoje do que antes da crise cambial, o que não significa um cenário mais otimista para a economia.
"Ainda há muito receio em relação ao desemprego e aos problemas políticos que o País vem enfrentando", disse. "Mesmo com juros menores, o cenário vai contra o aumento de vendas financiadas neste momento." O quadro, contudo, deve mudar a partir do segundo semestre, na opinião de Ferreira.
O próprio governo, ressaltou ele, prevê que até o fim do ano o Brasil terá taxas nunca antes praticadas. Por isso, ele acredita que a participação das vendas a prazo voltarão aos 60% a 65%, como era antes das várias crises externas e internas. Hoje, no mercado total de veículos, as vendas financiadas respondem por cerca de 40% dos negócios.
Alguns bancos de montadoras - que respondem pela maior parcela das vendas financiadas de automóveis - já estão operando com taxas reduzidas, embora por meio de campanhas promocionais.
O Banco General Motors, por exemplo, oferece todos os modelos da linha Corsa e algumas versões de Vectra, Astra, Blazer e S10 com juros de 0,99% ao mês até o dia 30. A Ford está oferecendo o Fiesta com taxa de 0,98%.

mockup