São Paulo, 13 (AE)- Em entrevista concedida agora há pouco à Radio Eldorado, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, manteve sua previsão de chegar ao final do ano com uma taxa de juro real em torno de 10%. A capacidade de atingir essa projeção
segundo reiterou o ministro, vai depender da continuidade do esforço fiscal. Sobre a redução da taxa promovida ontem pelo Banco Central, Malan afirmou que ela faz parte da política da tendência de baixa nos juros, característica da nova gestão de Armínio Fraga à frente do BC, que já cortou a taxa de 45% para 27% "em pouco mais de dois meses".
"A tendência é de queda, acompanhando a evolução da inflação e da economia", avaliou. Por isso, segundo Malan, o corte de juro anunciado ontem não deveria surpreender o mercado. "O mercado só ficou surpreso porque esperava (a redução) para a reunião do Copom, e não no dia em que veio", explicou. Perguntado sobre a avaliação do economista Paul Krugman, segundo a qual o Brasil deveria reduzir os juros em ritmo mais acelerado
Malan respondeu que ficaria preocupado se o economista afirmasse o contrário. "Mas o BC se reserva o direito de tomar as decisões que considera apropriadas", completou.

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