São Paulo, 29 (AE) - A taxa média de juros cobrada pelos bancos em 1999 nos empréstimos pessoais caiu apenas 0,62 ponto percentual em relação à média do ano passado, segundo pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP. A taxa média calculada tomando como base os juros dos 12 meses do ano, ficou em 5,71% ao mês, enquanto em 1998, a média do ano foi de 6,33% ao mês.
No cheque especial, a queda foi de apenas 0,49 ponto percentual, com a taxa média de 1999 ficando em 10,56%, ante os 11,05% mensais de 1998. O levantamento do Procon, que realiza mensalmente pesquisas de taxas de juros bancárias cobradas em 14 instituições financeiras, constata que o esforço do governo para derrubar os juros, especialmente do crédito ao consumidor, não compensou ainda a alta brutal promovida pelo Banco Central (BC) em março.
Nesse mês o juro básico da economia passou para 45% ao ano para evitar os desequilíbrios da moeda decorrentes da desvalorização cambial, com impacto nos índices de inflação. A pesquisa do Procon revelou que, no caso do cheque especial, a maior taxa média anual foi de 12,14% ao mês, cobrada pelo Banco Real e a menor, de 8,66%, da Caixa Econômica Federal (CEF). Uma variação de 40,18% entre as duas taxas cobradas.
Em relação ao empréstimo pessoal, o Itaú foi quem cobrou a maior taxa média apurada nos 12 meses, de 6,45% ao mês. A menor foi a do Banco Bandeirantes, de 4,91%, representando uma variação de 31,36% entre a maior e a menor.
O Procon informa, no entanto, que, embora o banco tenha cobrado taxas menores no empréstimo pessoal, essa modalidade de crédito não estava disponível para os clientes nos meses fevereiro, março, agosto, setembro e outubro.
Portanto, dentre as instituições que operaram durante todos os meses do ano com essa linha de crédito, o Banco do Brasil foi quem apresentou a menor taxa média. A inadimplência e a possibilidade de volta da inflação, entre outros fatores, contribuíram para a manutenção em níveis elevados das taxas de juros bancários. O mercado, apesar de cauteloso, demonstra tendência de continuidade gradual de redução dos juros.

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