Juro maior não reverte tendência de alta do dólar, diz Morgan
São Paulo, 05 (AE) - A elevação das taxas de juros poderá diminuir o ritmo da desvalorização cambial, mas não poderá reverter essa tendência de alta do dólar. A avaliação consta de um relatório do Morgan Stanley distribuído hoje, de autoria da analista Elaine Buckberg. Segundo ela, a previsão é de que o dólar chegue a R$ 2,20 no final do mês, atingindo o pico de R$ 2,40 em junho e voltando a R$ 2,00 no final do ano.
Buckberg afirma também, em seu relatório, que a taxa de juro em 45% ao ano parece sustentável em dois níveis, pelo menos até 14 de abril, data da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom): se a inflação for de 3% em março, a taxa real seria de 42,5% ao ano, e pela situação fiscal do Brasil, é possível manter taxas em até 50% por até 3 meses sem estourar o déficit. A analista acredita que as intervenções feitas pelo Banco Central no câmbio nas duas últimas semanas parecem "insustentáveis", a menos que o FMI diminua o limite mínimo para as reservas do BC. "Com as reservas em torno de US$ 35 bi e com um piso de US$ 20 bi estabelecidos pelo FMI (o que equivale a reservas brutas de US$ 29 bi), vender US$ 250 milhões por dia poderia levar as reservas a atingirem o limite mínimo em menos de cinco semanas."





