São Paulo, 11 (AE) - O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ary Oswaldo Mattos Filho, afirma que não faz sentido a ação de 12 procuradores do Ministério Público Federal, em Brasília, que entraram na 1ª Vara da Justiça Federal com pedido de liminar para suspensão da venda do Banespa. O pedido de ação cita como exemplo de irregularidade o fato de o Banespa ter sido transferido à União em novembro de 1996 "contrariando as regras da Lei das Licitações, por não ter sido realizada avaliação financeira do banco".
A transferência à União em 1996 ocorreu como resultado de negociação entre o Estado de São Paulo e a União por muitos anos, passou pela Procuradoria da Fazenda, pela Procuradoria do Estado de São Paulo, pelo departamento jurídico do Banco Central e "se gastou rios de tinta nos jornais sobre o assunto", disse Mattos Filho. "Só agora os procuradores descobriram essa transferência?", questiona o jurista. Ele observa ainda que a melhor avaliação econômico-financeira do Banespa ocorrerá no sistema livre e concorrencial de mercado por meio do preço efetivamente pago pelo comprador no leilão de privatização.

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