JURIDIQUÊS - AMB quer simplificar linguagem jurídica
Mais simples, melhor. É com esse pensamento que presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço, lançou na semana passada, em Curitiba, a campanha pela simplificação da linguagem jurídica o chamado juridiquês.
Para se ter uma idéia do que isso representa, somente citando algumas expressões comuns para os advogados, entre elas cártula chéquica que quer dizer folha de cheque. Outro termo? Ergástulo público, uma pérola do juridiquês, quando se quer dizer cadeia.
A campanha da AMB, explica o presidente da entidade, não pretende vulgarizar a linguagem jurídica nem abandonar a linguagem técnica. Mas, segundo Collaço, existe um excesso que pode ser retirado sem prejuízo para o Direito.
Para a AMB, entidade que reúne cerca de 15 mil juízes em todo País, o cidadão é a parte mais prejudicada com a linguagem rebuscada. E é comum os clientes não entenderem o que os profissionais escrevem nos documentos. O presidente exemplifica: Quando o cidadão vai em uma audiência, no final ele pergunta ao advogado: nós ganhamos ou perdemos? Ele não compreendeu nada.
- Foi criada em 1949 e reúne mais de 14 mil juízes de todo o Brasil. Tem como principais objetivos a defesa da magistratura, a sua aproximação com a sociedade e a participação nos grandes debates nacionais.
- Aplicam justiça nos problemas que a sociedade apresenta para serem resolvidos de acordo com a lei. Entre eles, pensão alimentícia, cobrança de dívidas, adoção, separação de casais, condenação ou absolvição de pessoas acusadas de terem
cometido crimes.





