Camp Lejeune, EUA, 04 (AE-REUTERS) - O capitão Richard Ashby, piloto da infantaria americana acusado de voar de maneira irresponsável ao cortar com a cauda do avião o cabo de um teleférico na Itália, causando a morte de 20 pessoas, foi declarado hoje (04) inocente de todas as acusações por um júri militar americano.
A sentença foi recebida com alívio pela família de Ashby e por toda a Base da Infantaria da Marinha em Camp Lejeune, no Estado da Carolina do Norte. Caso fosse considerado culpado, o capitão poderia ter sido condenado a 206 anos de prisão.
Os promotores acusaram o piloto de causar as 20 mortes de forma involuntária e de destruir bens governamentais, de abandono do dever e de não ter programado devidamente o vôo que causou o desastre, ocorrido há um ano.
A tragédia ocorreu no final de um vôo de treinamento de 42 minutos, nos Alpes italianos. Posteriormente, as autoridades italianas exigiram que fossem retirados os direitos de aterrissagem dos americanos nas bases da Itália.
A base implicada na tragédia foi a de Aviano, de onde procedia o avião do capitão Ashby.
á época, o acidente comoveu toda a Europa e afetou as relações entre a Itália e os Estados Unidos. Os residentes das áreas próximas à base vinham se queixando há algum tempo dos vôos rasantes dos aviões americanos e de suas arriscadas acrobacias.
Os italianos haviam exigido que a tripulação fosse julgada dentro de seu país.
A defesa alegou que Ashby, de 31 anos, e seu piloto de navegação, o capitão Joseph Schweitzer, com a mesma idade, foram acusados devido a pressões políticas que chegaram a incluir a Casa Branca.
Hoje, o primeiro-ministro italiano, Massivo DAlema, que se encontrava na Livraria John F. Kennedy, em Boston, quando recebeu o resultado do julgamento, afirmou estar "perplexo" com o veredito.

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