Elize Matsunaga, de 34 anos, durante julgamento realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista
Elize Matsunaga, de 34 anos, durante julgamento realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista | Foto: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo



São Paulo - O primeiro dia do julgamento de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, foi marcado pelo reforço da tese da acusação de que o crime foi premeditado. Uma das babás da filha de Elize disse em depoimento que teve conhecimento que a patroa comprou uma serra elétrica na véspera do crime, em maio de 2012.

Amonir Hercília dos Santos, que trabalhava para o casal Matsunaga aos finais de semana, é filha da babá principal Mauriceia dos Santos, esta sim que acompanhava a família todos os dias. A testemunha disse que ouviu da mãe que, antes de voltar para o apartamento, Elize passou numa loja de ferragens para comprar a serra. Amonir não deu detalhes do que seria feito com o equipamento.

Para a advogados da assistência de acusação, a compra pode indicar a premeditação do crime. Até agora, a versão usado no caso é que Elize tenha usado uma faca de cozinha para cortar parte do marido. A Promotoria disse, na semana passada, que não está muito claro qual instrumento foi utilizado, mas, há suspeita até uso de bisturi cirúrgico para isso.

Os advogados de Elize afirmaram que a compra da serra elétrica atendeu a um pedido da própria vítima, que trabalha com algumas caixas de madeira em sua adega. "Tanto claro que essa história de serra elétrica não tem o menor cabimento, que o crime não é premeditado, que ela não usou a serra elétrica", disse Luciano de Freitas Santoro.

Elize chegou chorar durante o interrogatório quando a babá ouviu dela que demonstrava ser uma boa mãe, sempre preocupada com a filha. O julgamento será retomando na manhã desta terça-feira (28). Ainda faltam 16 testemunhas para serem ouvidas pelo tribunal do júri.

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