Júri do Carandiru é dissolvido
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Laura Maia de Castro Agência Estado 
São Paulo - A terceira etapa do julgamento do Carandiru foi encerrada ontem após o advogado Celso Vendramini, que representa os 15 policiais militares acusados, abandonar o plenário.
A saída de Vendramini aconteceu durante o depoimento do coronel da reserva Arival Salgado, o primeiro réu a ser ouvido nessa etapa do julgamento. Antes de sair, ele reclamou com o juiz que o promotor Eduardo Olavo Canto Neto estava lendo depoimentos longos que o coronel havia prestado em outras ocasiões. "O papel dos promotores não é ler depoimento e sim fazer perguntas." Para o promotor Canto Neto, o abandono foi um "desrespeito à lei e à sociedade".
A tragédia no Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos e 87 ficaram feridos durante uma operação policial destinada a reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do presídio.
O julgamento foi desmembrado em quatro etapas, de acordo com o que aconteceu em cada um dos quatro andares. Na primeira etapa, em abril de 2013, 23 policiais foram condenados a 156 anos de reclusão. Na segunda etapa, em agosto, 25 policiais foram condenados a 624 anos de reclusão cada um pela morte de 52 presos.


