Cascavel - O julgamento do ruralista Alessandro Meneghel, acusado de matar o policial federal Alexandre Drummond Barbosa, em abril de 2012, foi adiado mais uma vez. O júri que ocorreria hoje e amanhã, no Tribunal do Júri, em Curitiba, foi remarcado para os dias 30 e 31 de março do ano que vem. O pedido partiu do advogado de defesa de Meneghel, Cláudio Dalledone Júnior, que alegou ter cirurgia marcada para os próximos dias, e foi acatado pela 2ª Vara Criminal de Curitiba.
O júri já havia sido adiado do dia 27 de outubro para hoje. Meneghel que cumpre prisão domiciliar desde o fim de julho, depois de três anos preso na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), chegou a retornar à prisão no início do mês. Segundo o Ministério Público, o ruralista estaria coagindo testemunhas do processo. No entanto, depois de sete dias, ele foi liberado após a defesa novamente defender que o cliente deveria cumprir a prisão em casa para cuidar da mãe, que tem graves problemas de saúde.

O CASO


Em abril de 2012, o policial federal Alexandre Drummond Barbosa foi morto com vários tiros após uma discussão em uma casa noturna de Cascavel. Segundo a promotoria, após a briga, Meneghel entrou em sua caminhonete, voltou com uma espingarda calibre 12 e matou o policial, que caiu no chão e sacou o revólver para se defender.
Meneghel foi preso duas horas depois em sua fazenda, pela Polícia Federal. Ele confessou o assassinato e alegou legítima defesa. As armas usadas, a espingarda e uma pistola calibre 380, foram entregues à polícia. No ano passado, o Ministério Público pediu o desaforamento do processo de Cascavel para Curitiba pelo risco das testemunhas e jurados sofrerem coação. Se condenado pelo homicídio, o ruralista deverá responder por homicídio duplamente qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão.

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