Júri de Janene é agendado para abril
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - A audiência do Tribunal do Júri de Mauro Janene deve finalmente acontecer. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de agravo instrumental que a defesa do agropecuarista havia feito em 2011, último recurso possível nesta fase. O réu é acusado de matar a professora de música Maria Estela Pacheco, em 2000, e fraudar o crime. De acordo com a juíza Elizabeth Kather, que já marcou por três vezes o tribunal de Janene, no mais tardar, a audiência deve acontecer em abril deste ano. "Não há mais como recorrer. Já vou solicitar que as partes se manifestem para julgá-lo o quanto antes", afirmou.
O primeiro julgamento, em maio de 2011, foi transferido de data por causa de uma cirurgia que o advogado, Mauro Viotto, se submeteria. Remarcado para 15 dias depois, novamente o julgamento foi adiado, pois, desta vez, o advogado teria uma outra audiência no mesmo horário. Com a terceira data marcada, três meses depois, Viotto ingressou com um pedido de agravo de instrumento junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que provocou um efeito suspensivo da audiência no Tribunal do Júri. A decisão só saiu na última sexta-feira, dois anos e meio depois.
A juíza explica que Janene responde por três crimes: porte de arma, fraude processual e homicídio. "Os dois primeiros, entretanto, já prescreveram." Pelo crime de homicídio, se condenado, ele pode pegar de 6 a 20 anos de prisão. A reportagem não conseguiu localizar o advogado para comentar se Janene vai se apresentar no dia do julgamento ou não. Mesmo assim, o tribunal acontecerá normalmente, pois, desde 2008, com a mudança no Código Penal, julgamentos podem ser pautados mesmo diante da ausência do acusado.
O caso
De acordo com os autos - de mais de oito livros - Maria Estela Pacheco foi encontrada morta no pátio de um edifício, na região central de Londrina, onde estava com Janene, no dia 14 de outubro de 2000. Em seu primeiro depoimento, ele disse que a professora teria se suicidado. Em uma segunda versão, entretanto, disse que os dois estariam "brincando" perto da sacada e Estela teria caído acidentalmente. Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicaram que ela teria sido morta antes de cair da sacada do apartamento.


