Curitiba - Sônia Maria Prosdócimo, de 61 anos, foi julgada, ontem, na 1 Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, e condenada a 27 anos de prisão em regime fechado. Ela é acusada de ter matado, junto do filho, Márcio Zeni Prosdócimo, que tinha 34 anos na época, os próprios pais. Logo depois do crime, ocorrido em dezembro de 2005, os dois confessaram o assassinato de Arnaldo Zeni, de 87 anos, e Irmgardt Odette Bernert Zeni, de 79 anos. O júri foi presidido pela juíza Renata Eliza Fonseca Barcelo.
Márcio Prosdócimo morreu de embolia pulmonar 15 dias após ser preso no Centro de Observação Criminológica e Triagem (COT), em Curitiba. Sônia está presa, desde à época do crime, na Penitenciária Feminina de Piraquara, na região metropolitana.
O advogado de defesa, Dálio Zippin Filho, disse que Sônia estava consciente e, de certa forma, conformada com a condenação. ''Ela pediu que eu não apelasse da sentença'', afirmou o advogado, admitindo a expectativa de uma pena maior. A juíza instituiu 12 anos para cada crime, agravando em um ano a pena pelo homicídio do pai e dois anos pela morte da mãe, na qual Sônia teria tido participação mais ativa.
De acordo com os autos do processo, Sônia e Márcio teriam planejado o crime para que parecesse morte natural. A motivação de mãe e filho teria sido o clima opressor em que vivam. Eles moravam em uma casa nos fundos da residência de Arnaldo e Odette.
Márcio teria matado o avô, sufocando-o com uma meia e depois com um travesseiro. A resistência de Arnaldo fez com que ele ficasse com uma série de hematomas no corpo. Já Odette teria sido torturada com choques elétricos. A intenção seria simular um ataque cardíaco. Como não deu certo, ela teria sido jogada da escada e, ainda, sufocada com um plástico envolvendo a cabeça, na tentativa de forjar morte acidental.(Colaborou Andréa Lombardo)

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