Recife, 21 (AE) - O ministro extraordinário da Reforma Agrária, Raul Jungmann, está com as contas bloqueadas por determinação da Justiça trabalhista em razão de dívidas trabalhistas do extinto Instituto de Estudos da Cidadania (Idec)
do qual ele era sócio-fundador.
Os ex-funcionários do Idec Pedro Lima de Oliveira e Helenilda Bezerra Luiz entraram com ação trabalhista no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em 1994, alegando que o Instituto havia encerrado as atividades sem pagar o que lhes devia.
Como não houve pagamento da dívida, nem penhora, a juíza da 7ªJunta de Conciliação e Julgamento (JCJ) do TRT, Iolanda de Araújo, determinou, no dia 25, o bloqueio das contas de vários sócios e diretores do Idec, incluindo o ministro.
Diante da reclamação de parte dos atingidos, que provaram não ser nem sócios nem diretores do instituto, na quinta-feira (17), a juíza Juliana Lyra Barbosa, também da 7ª JCJ do TRT, decidiu desbloquear as contas, mantendo o bloqueio apenas para os três sócios fundadores do Idec - Jungmann, Afonso César Batista Ferreira Pereira e Valdemar de Oliveira Neto.
O Banco Central (BC) confirmou o bloqueio das contas do ministro. O ministro disse, por meio da Assessoria de Imprensa dele, não ter sido comunicado do bloqueio das contas. Segundo ele, o Idec era uma organização não- governamental que possuía 12 coordenadores. Ele está afastado da entidade há mais de seis anos. Um advogado está cuidando do caso.

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