O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, entregou ontem, em Belém, cerca de 200 títulos de propriedade de terra a oito comunidades negras, remanescentes de quilombos no Pará. Durante o evento, Jungmann confirmou que o número de famílias sem-terra assentadas em 1999 será reduzido para 85 mil em todo País.
A meta prevista de assentar 100 mil famílias, disse, foi ‘‘atingida com sucesso’’ este ano. Porém, no ano que vem, por causa dos cortes no orçamento, haverá uma redução.
O ministro confirmou que na próxima segunda-feira estará nos Estados Unidos para negociar um empréstimo de US$ 1 bilhão, junto ao Banco Mundial (Bird), que será aplicado na reforma agrária, ampliando a infra-estrutura dos assentamentos.
Durante a solenidade, ele defendeu a descentralização da reforma agrária, afirmando que Estados e municípios devem assumir o papel que lhes cabe nesse processo. ‘‘Se a clientela rural da reforma agrária continuar dependendo somente do governo federal, nós estaremos perdidos’’.
Sobre os conflitos pela posse da terra no sul do Pará, o ministro comentou que a cada ano a violência, inclusive o número de mortos, tem caído na região. Segundo ele, em 97 ocorreram 30 invasões, mas, em 98 esse número caiu para nove. ‘‘Enquanto caem as ocupações aumentamos o número de assentados’’, disse.

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