Jungmann diz que resistência ao Banco da Terra é de secretários
Brasília, 11 (AE) - O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, disse hoje que a resistência à criação do Banco da Terra nos governos do PT e do PSB é dos secretários de agricultura e não dos governadores a quem eles representam. O ministro disse que, nas conversas que vem mantendo com os governadores de oposição, ficou claro que todos ainda estão definindo posições. "O único que informou oficialmente que é contra o Banco da Terra é o Estado do Rio Grande do Sul", disse o ministro.
"Pode ser que alguns secretários estejam contra, mas os governadores não são contra", disse o ministro. Jungmann afirmou que vem conversando seguidamente com todos os governadores e que não sentiu a formação de uma resistência conjunta, entre todos os governos de oposição. O ministro falou de Alagoas, onde vem conversando com o governador Ronaldo Lessa (PSB).
O secretário de Alagoas, Mário Agra, disse que não aceita a criação do Banco da Terra, mas o ministro disse que esta posição não foi confirmada pelo governador em conversas recentes. "A opinião é dos secretários", disse o ministro, em referência aos secretários de Alagoas, Acre, Amapá e Mato Grosso do Sul.
O ministro afirmou que o governo não mudou de posição ao anunciar que receberá o Movimento dos Sem-Terra (MST). Raul Jungmann disse que há muito tempo vinha dizendo que Fernando Henrique receberia os movimentos sociais, mas que para isso era necessária uma reunião prévia no Ministério de Política Fundiária, para que fosse conhecida toda a pauta de reivindicações. Na quinta-feira, no entanto, a própria assessoria de Fernando Henrique informou que o presidente não tinha intenção de receber os sem-terra.





