Jungmann condiciona reunião com MST à não ocupação de prédios
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sexta-feira, 16 de junho de 2000
Agência Estado De Brasília 
O encontro do ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, e representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deve acontecer na próxima terça-feira, desde que até lá não ocorram invasões de prédios públicos. As duas últimas reuniões para discutir as reivindicações do MST foram adiadas. Ontem o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Orlando Muniz, enviou ofício a João Pedro Stédile, um dos coordenadores do MST, convidando para o encontro.
O encontro será na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. O horário ainda não foi definido. Devem participar do encontro cinco líderes do MST, Jungmann e técnicos do Incra. Alguns bispos da CNBB, incluindo representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), poderão intermediar o encontro.
O governo pretende discutir com o MST a pauta de negociações que o movimento entregou à Presidência da República e ao Ministério da Fazenda. A pauta inclui o pagamento de um salário mínimo para cada família assentada na reforma agrária, durante um ano. O governo já deu sinais de que não deverá atender à maioria dos itens da pauta, que custaria R$ 10 bilhões ao ano, segundo cálculos feitos pelo MST.
Ontem, em entrevista, Jungmann disse que não aceitaria o encontro até que o MST desocupasse a sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na Bahia. Minutos depois Jungmann foi informado de que o MST já tinha desocupado a sede do Dnocs. Então estamos com o caminho livre para a reunião, disse o ministro.


