BRASÍLIA - O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, anunciou ontem que dentro de no máximo um mês o governo estará lançando um programa fundiário com propostas objetivas para os principais problemas da reforma agrária no Brasil, entre elas a criação de um ‘‘Banco da Terra’’. Os estudos estão sendo feitos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, uma vez concluídos, poderão definir novos critérios de financiamentos para estimular a produção de pequenos produtores.
Segundo Jungmann, uma trégua com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não apenas é possível, como também esperada. Ele disse que na audiência que concederá aos representantes do movimento, o presidente Fernando Henrique quer, primeiro, ouvir, para depois apresentar propostas. ‘‘Se o MST abrir uma porta e der um passo, o governo também deve dar’’, disse. ‘‘O governo sempre tem dito que o diálogo é a melhor forma de resolver estes problemas.’’ Pelo menos um ponto o movimento já ganhou, de acordo com Jungmann: parou com as violentas invasões de prédios públicos. Daí para frente, concluiu, é possivel dialogar.

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