A junção da máquina com o homem não é novidade, aponta o oftalmologista Gildo Fujii. Começou com a invenção do marcapasso, aparelho que através de pulsações estimula o funcionamento do músculo cardíaco, passando pela diálise, que realiza a filtragem do sangue em pacientes com disfunções renais.
  Há cerca de dez anos, também é usado o implante coclear, em alguns casos de pacientes que não têm percepção sonora. Implantado próximo ao ouvido, capta ondas sonoras e as transforma em sinais neurológicos, propiciando, por exemplo, que pessoas que não tinham percepção nenhuma de som, sejam capaz de ouvir uma conversa ao telefone.
  Os estudos sobre o olho biônico, aponta Fujii, foram aprovados pelo FDA (Food and Drugs Administration), agência norte-americana que regula os setores de medicamentos e alimentação. Os primeiros implantes de olho biônico foram feitos em animais. ‘‘A primeira preocupação era com a segurança do produto’’, lembra. A pesquisa, segundo o médico, é financiada pela mesma empresa que comercializa o implante coclear.(C.P.)

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