Julgamento do estuprador da Miss Mundo é exemplo para outras vítimas
Tel Aviv, Israel, 6 (AE-AP) - A atual Miss Mundo disse hoje, depois que um agente de viagem foi considerado culpado por estuprá-la, que espera que o caso sirva para encorajar outras vítimas de assédio sexual a manifestarem-se.
"Eu quero gritar bem alto para que cada mulher reclame, vá à polícia", disse Linor Abargil, de 19 anos, depois que a corte de Tel Aviv julgou Shlomo Uri Noor culpado. O réu, um imigrante egípcio, afirmou que não teve um julgamento justo pelo fato de não ser "100% israelense". Noor, que pode pegar 30 anos de prisão, disse que iria recorrer da decisão.
Abargil entrou com um processo de estupro depois que Noor foi preso em Israel em janeiro deste ano, dizendo que esperava que seu exemplo ajudasse outras mulheres a denunciar casos de violência sexual.
Durante o julgamento, Abargil várias vezes chorou e descreveu a acareação com os advogados de Noor como um "segundo estupro". O tribunal criticou os advogados de defesa, afirmando que o interrogatório era desnecessariamente bruto e humilhante.
O juiz elogiou a coragem da Miss Mundo, descrevendo-a como uma ingênua "menina-mulher" que encontrou forças para vir a público e dar um testemunho valioso.
As audiências para determinar a pena do culpado só começam no dia 24 de novembro.





