Curitiba - O julgamento da gaúcha Valentina de Andrade, acusada de ser a mentora intelectual da morte de dois garotos e lesões corporais em outros três no município de Altamira, no Pará, já custou R$ 28,8 mil aos cofres públicos. O julgamento, que já dura dez dias, abriga 100 pessoas que estão recebendo três refeições diárias. A hospedagem dos 25 jurados e testemunhas, sonorização do plenário, data show para exibição de documentos da promotoria e da defesa, pagamento de tradutora juramentada também estão sendo pagos pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Pará. Ainda precisam ser computados os gastos com luz, combustível, transporte e água.
Ontem, a promotora Rosana Cordovil lamentou o fato de o advogado de defesa de Valentina, o paranaense Cláudio Dalledone Júnior, estar levando documentários e matérias jornalísticas para o julgamento que não estavam previstos no processo contra a gaúcha. Rosana disse que não deixaria que nenhuma novidade fosse incluída no processo para evitar que o próprio defensor peça a nulidade do julgamento. ''Não estou aqui para cavar nulidades'', disse ela.
Dalledone queria apresentar novos casos de mutilação de crianças em rituais de magia negra. Agora, em Tocantins (foram apresentados os casos do Paraná e do Maranhão). Valentina morou por 15 anos em Londrina e foi apontada também no Paraná como integrante de uma seita que promoveria sacrifícios humanos.

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