Curitiba- O julgamento do professor Aristóteles Kochinski Smolarek Júnior, de 28 anos, que estava marcado para acontecer ontem no Tribunal do Júri, em Curitiba, foi adiado, provavelmente para a segunda quinzena deste mês. O adiamento foi determinado pelo juiz da 2 Vara do Tribunal do Júri, Rogério Hetzel, porque o advogado de defesa não teria o tempo legal estipulado, de três dias, para se inteirar da nova documentação anexada ao processo pela acusação na última quinta-feira. Sem cumprir o tempo legal, o julgamento seria anulado se fosse realizado ontem.
O professor de matématica, preso há três anos, é acusado de ter matado a mulher Luciene Ribeiro de Paula, 18 anos, no dia 4 de agosto de 1998, em Santiago do Chile. O caso teve repercussão internacional. O motivo do crime teria sido um seguro no valor de US$ 250 mil, do qual o professor e a filha de Luciene (fruto de um relacionamento com outro homem) eram beneficiários. Além de homicídio triplamente qualificado, Smolarek é acusado de ocultação de cadáver, aborto e estelionato. O professor também já foi condenado por estelionato em Foz do Iguaçu, onde foi preso por estar levando carros locados para serem vendidos no Paraguai.
Os documentos anexados ao processo pelo advogado criminal Dálio Zippin Filho, assistente da promotoria, referem-se ao processo de falsificação de documentos, que Aristóteles, sua mãe Leci Smolarek e a avó Maria Brasílio respondem desde a semana passada. A Vara de Execuções Penais (VEP) descobriu que eles teriam utilizado documentos, carimbos e assinaturas falsificados para conseguir um habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) e, posteriormente, para obter cumprimento de alvará de soltura também falsificado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

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