Londrina – A juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kather, remarcou para dezembro o julgamento pelo Tribunal do Júri do agropecuarista Mauro Janene Costa, acusado de ter matado a professora Estela Correa Pacheco, em 14 outubro de 2000. A audiência que aconteceria no dia 8 de abril foi transferida para 9 de dezembro. É a quarta vez que o julgamento é adiado desde 2011.
O motivo da nova alteração é que um médico legista arrolado pela defesa como testemunha reside em Portugal e sua intimação precisa ser feita por carta rogatória. "Depois de uma consulta ao Tribunal de Justiça (TJ) recebi a informação que este tipo de intimação demora pelo menos oito meses para ser cumprida. Por isso não adiantava marcar para uma data mais próxima", explicou a juíza.
O médico foi o responsável pela elaboração do laudo de necrópsia do corpo da vítima. No julgamento anterior, suspenso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a testemunha havia sido localizada por meio de e-mail. "Agora não conseguimos mais intimá-lo pelo endereço eletrônico e a única alternativa foi através da carta rogatória", frisou Elisabeth Kather.
O Ministério Público defende a tese que Estela Pacheco morreu em virtude da queda da sacada do 12º andar do Edifício Diplomata, localizado na Rua Paranaguá, no Centro de Londrina. Já a defesa alega que a vítima já estaria morta quando caiu. Nos primeiros depoimentos após o crime, Mauro Janene chegou a citar que a professora teria cometido suicídio, hipótese descartada pelo inquérito policial.
Além de responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, Janene é acusado de porte de maconha e alteração de local de crime. A reportagem tentou contato com o advogado de Mauro Viotto, responsável pela defesa de Janene, mas ele não retornou às ligações.

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