Londrina - O julgamento do ex-presidente do Partido Verde (PV), o advogado Marcos Colli, acusado de pedofilia e de gravar os abusos sexuais, pode ser adiado. Segundo informações da rádio CBN Londrina, a expectativa do Ministério Público era que a primeira audiência fosse realizada ainda em julho. No entanto, a defesa do réu pediu o adiamento do julgamento, o que será avaliado pela Justiça.
O advogado Mateus Vergara solicitou a unificação dos processos contra Colli. Se o pedido for aceito, o julgamento vai ocorrer apenas após a conclusão dos inquéritos abertos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O MP já encaminhou três denúncias contra o ex-presidente do PV.
A promotora Susana Lacerda disse que o pedido é uma estratégia da defesa para evitar que o réu seja encaminhado para uma cela comum após o julgamento. Por ser advogado, Colli está detido em uma sala no 5º Batalhão da PM. "Eu penso que provocar o atraso tem o objetivo da manutenção do réu em uma prisão mais confortável ou buscar eventual soltura através de habeas corpus", afirmou a promotora em entrevista à CBN.

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