Bauru, SP, 09 (AE) - O ex-prefeito de Bauru, no interior de São Paulo, Antonio Izzo Filho, preso desde o dia 14, deverá permanecer na cadeia pelo menos até terça-feira (15). Isso porque o julgamento do habeas-corpus por ele pedido junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, foi suspenso e a matéria só poderá voltar à pauta na próxima semana.
O processo está na quinta turma do tribunal, na qual o relator, ministro José Arnaldo da Fonseca - que havia negado dois pedidos de liminar - acolheu parecer do Ministério Público Federal (MPF) e votou contra a concessão da medida. O ministro Edson Vidigal pediu vista e, com isso, suspedeu o julgamento. Ainda faltam as manifestações dos ministros Félix Fisher e Gilson Dipp.
Izzo Filho está preso por força de dois mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, nos inquéritos em que é acusado de ser o mandante de atentados contra adversários políticos e de ter extorquido US$ 1,3 milhão da Empresa Circular, uma das concessionárias do transporte coletivo urbano de Bauru. Depois de permanecer foragido por 65 dias, entregou-se à polícia no dia 14 e ficou preso na cela especial do 1º Distrito Policial (DP). Na semana passada, foi transferido para uma cela, também especial, na cadeia pública.
O advogado Ailton José Gimenes, um dos defensores do prefeito preso, disse que o voto do relator era esperado e que Izzo Filho tinha conhecimento da situação, esperando obter o livramento quando todos os ministro votarem. Com o habeas-corpus
ele poderá responder aos processo em liberdade.

mockup