Julgado 1º réu no caso Paulo Gustavo
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Flora Guedes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O primeiro julgamento do caso do assassinato do empresário Paulo Gustavo de Freitas Turkiewicz, 31 anos, aconteceu na 2 Vara do Tribunal do Júri, ontem, em Curitiba. A vítima era herdeira dos proprietários das Lojas Disapel e foi executada com três tiros na cabeça, no dia 1º de abril de 2003, dentro de uma academia de tênis, em Santa Felicidade. Segundo a denúncia, o crime, supostamente encomendado por um advogado que seria de Paulo, teve a participação de outras três pessoas, entre elas, Rogério Juliano Gonçalves, 45, o primeiro a ser julgado. O réu, que está preso há cinco anos, é acusado de homicídio qualificado.
Antes da sessão ser iniciada, às 9 horas, a família e amigos de Paulo se concentraram, em frente ao tribunal, para pedir justiça. ''Queremos que eles paguem pelo crime que aconteceu há cinco anos. Tenho uma sensação de insegurança e impunidade. O advogado é um sujeito perigoso que se utiliza de todos os artifícios da lei para ficar solto'', desabafou a irmã de Paulo, a publicitária Ana Cristina Turkiewicz, 32, informando que a mãe faz tratamento para depressão desde a morte do filho.
''A frieza do mandante do crime é chocante'', contou a viúva, Florinda Tomé, 35, pouco antes de iniciar o julgamento. Gonçalves disse que foi contratado para monitorar, durante uma semana, a vítima a quem chamava de ''Tony'' e cuja identidade verdadeira diz só ter descoberto após o assassinato. ''Nunca participaria de um homicídio. Fui contratado por R$ 1 mil para uma transação comercial que envolvia muito dinheiro. Para evitar prejuízos me pediram para dar apenas 'um susto' no Tony'', relatou. O réu foi preso no dia 4 de abril.
O advogado de defesa, Cláudio Daledone, ressaltou que Gonçalves ajudou a esclarecer o assassinato. ''Queremos que o envolvimento dele seja reduzido para menor participação em crime menos grave'', disse.
''Ele confessou o crime e agora modificou sua versão. Gonçalves foi condenado por assalto a banco e por porte ilegal de armas. Sabemos que ele usou quatro nomes diferentes. Foi preso no Tocantins com documentos falsos e um carro roubado. É difícil dar credibilidade a ele'', argumentou o advogado de acusação Rogério Brzezinski.
''Ele contribuiu para o homicídio, apontou o local do crime para o executor e deu cobertura. Essa história de ter sido contratado para 'dar um susto' não convence, diante de um assassinato com três tiros no crânio e a curta distância'', completou. Até o fechamento desta edição a sentença ainda não havia sido divulgada.


