Recife, 27 (AE) - Os juízes trabalhistas de Pernambuco defendem a realização de uma greve, a partir do dia 4, como forma de conseguir a fixação do teto dos subsídios da categoria, de acordo com o que determina a Constituição Federal.
A categoria quer a paralisação total, mas só a deflagrarão se a assembléia nacional dos magistrados aprovar a medida, na quinta-feira (30). "Não sairemos sozinhos", afirmou o presidente da Associação dos Magistrados Trabalhistas de Pernambuco, Hugo Melo Filho.
Ele ressaltou que os magistrados esperaram demais. "Há mais de um ano, a Constituição Federal determinou a fixação do teto dos subsídios, medida que até agora não foi implementada", disse, indignado com o que considera "pouco caso" dos chefes do Legislativo e Executivo.
"Há quase cinco anos estamos sem reajuste." Por isso, prega a greve como uma "expressão de repúdio".
Melo Filho não entrou no mérito da ilegalidade de uma eventual paralisação. "Não vamos ferir a lei, a Constituição é que está sendo ferida", justificou.
Pernambuco tem mais de cem juízes do trabalho. De acordo com Melo Filho, o salário de um juiz substituto no começo de carreira é de R$ 3,4 mil líquidos, enquanto um juiz presidente de junta recebe em torno de R$ 3,9 mil líquidos mensais.

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