Juízes querem reduzir compreensão subjetiva
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Anelise Faucz<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Presidentes e corregedores dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) de todo o País estiveram reunidos em Curitiba para tratar do monitoramento eletrônico de audiências trabalhistas, em funcionamento na capital desde 2006. Para juízes, o sistema pretende reduzir a ''compreensão subjetiva'' dos magistrados, que podem dar sentenças não autênticas e prejudicar quem procura a Justiça.
O sistema tradicional durante uma audiência trabalhista determina que o juiz transpasse a fala do depoente para um ajudante, que fica sentado ao seu lado enquanto digita o que o magistrado transcreve. ''Há falhas, primeiro porque a fala não tem uma única compreensão, depende do estresse, do fato do juiz estar ali há horas, há uma série de circunstâncias e a própria tensão da sessão impede que o juiz compreenda a complitude da linguagem do depoente'', fala o juíz da 9 Vara do Trabalho de Curitiba, Eduardo Baracat.
Das 86 varas do Trabalho no Paraná, oito já contam com o monitoramento de audiências. Três varas de Curitiba são digitais e outras duas foram equipadas para realizar gravações. Pato Branco, Londrina e Maringá contam com uma em cada município. O departamento de informática do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) desenvolveu o Fidelis, programa que grava as audiências, por meio da instalação de câmeras nas salas onde ocorrem as sessões. Para criar a ferramenta foi preciso um investimento de R$ 450 mil.
A juíza Eneida Melo Correia de Araújo, que presidente o TRT da 6 Região em Pernambuco visitou os tribunais locais e participou de audiências digitalizadas. ''No Paraná, ao lado de Santa Catarina, Sergipe e Paraíba, o processo trabalhista eletrônico está bem avançado. Experiências bem sucedidas servirão de base para que o Tribunal Superior do Trabalho possa unificá-las para todo o País'', comentou a juíza.


