Juízes mineiros reclamam da não-fixação do teto salarial
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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Ivana Moreira 
Belo Horizonte, 04 (AE) - Em torno de 200 juízes e desembargadores mineiros reuniram-se hoje à tarde num ato público contra a não-fixação do teto salarial e também em solidariedade ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso. O ato, organizado pela Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), foi na frente do Fórum Lafayette.
"Não temos vergonha de dizer que a fixação do teto é para provocar um aumento para a base da magistratura", afirmou o presidente da Amagis, Elpídio Nunes. Além dos baixos salários, os juízes mineiros queixam-se da demora para o repasse. Este mês
por exemplo, eles só receberão no dia 09. "O juiz que não tem como pagar a escola dos filhos tem sua serenidade comprometida"
argumentou Nunes.
Os magistrados reclamam ainda da intensa carga de trabalho. Na capital, cada juiz avalia, em média, 3 mil processos por ano. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de até 500 processos por ano.
Solidariedade - O ato dos mineiros foi transformado também numa manifestação de apoio ao presidente do STF, que tem sido alvo das críticas do presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL). A associação mineira encaminhará uma sugestão a Velloso e à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMD) para acabar com impasse. "Vamos propor que os dois (Velloso e Magalhães) abram suas vidas, mostrem o patrimônio, mostrem quem é que pratica nepotismo", explicou o presidente da Amagis.


