Juízes franceses concluem investigaçäes do caso Diana
Paris, 28 (AE-REUTERS) - Quase 17 meses depois da morte da princesa Diana em um acidente automobilístico em Paris, os juízes franceses finalizaram sua investigação do caso, informou hoje a procuradoria.
Entretanto, devido a pedidos de procedimentos, os juízes investigadores Herve Stephan e Marie-Christine Devidal vão necessitar de mais alguns meses para dar seu veredito formal sobre quem é o responsável e decidir por abrir um julgamento ou encerrar o caso.
Um comunicado emitido pela procuradoria, em um possível indício sobre as possíveis conclusäes da investigação, referiu-se ao assunto como o "acidente" de 31 de agosto de 1997, no qual morreram Diana, seu companheiro Dodi Al Fayed e o motorista do carro que os transportava Henri Paul.
O documento informou que Stephan, que dirigiu as pesquisas, notificou a todas as partes que a investigação fora finalizada e que, segundo a lei, ele terá 20 dias para solicitar novas linhas de indagação.
A investigação foi encerrada depois que Stephan terminou uma rodada final de interrogatórios com nove fotógrafos e um motoqueiro de uma agência fotográfica.
Os dez homens foram postos sob investigação imediatamente depois do acidente, sob suspeita de homicídio involuntário e de não haver oferecido ajuda às vítimas.
Eles continuam vulneráveis a acusaçäes formais, ainda que neguem qualquer responsabilidade no acidente.
De acordo com os investigadores, a prolongada investigação não alterou fundamentalmente suas impressäes iniciais de que o excesso de velocidade e o grau alcoólico no sangue do motorista foram as causas do acidente.
Eles não encontraram nenhuma prova que respalda a teoria de que Diana fora vítima de uma conspiração.
O pai de Dodi, o magnata egípcio Mohamed Al Fayed, acusou os serviços secretos britânicos de conspirar para impedir que seu filho muçulmano se casasse com a mãe do futuro rei da Grã-Bretanha, o príncipe William.
Baseados nas provas, os investigadores indicaram que o chofer parecia ser o culpado do acidente. Paul, segundo as investigaçäes, dirigia a uma velocidade duas a três vezes acima do limite permitido e tinha um nível ilegal de álcool no sangue quando perdeu o controle do veículo e bateu contra uma pilastra de concreto em um túnel sob a Praça da Alma, no centro de Paris.
Os investigadores também concluíram que o Mercedes S-280 bateu em um Fiat Uno branco antes do acidente. Entretanto, nem o misterioso carro nem seu proprietário foram localizados.





