Juízes federais do Rio analisam só casos urgentes
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terça-feira, 16 de março de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 17 (AE) - Os 150 juízes federais do Rio julgaram hoje apenas os casos considerados mais urgentes, aderindo ao Dia Nacional de Mobilização em Favor do Poder Judiciário, um protesto contra as críticas à Justiça feitas pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e a demora na fixação do novo teto salarial.
Eles participaram de um ato à tarde, que reuniu cerca de 70 representantes do funcionalismo e contou com o apoio dos juízes trabalhistas. A Justiça do Trabalho foi um dos principais alvos das críticas de ACM, que propôs a extinção dela.
"Participamos debatendo a situação e a ameaça que ataques como esse representam para a democracia", contou a diretora da Associação dos Magistrados Trabalhistas Eliete da Silva Telles. Os 250 juízes trabalhistas, no entanto, não fizeram paralisação. Muitos deles compareceram ao ato, realizado no auditório da Justiça Federal, no centro. De acordo com a vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Simone Schriber, a categoria tem plena consciência dos problemas da Justiça, como, por exemplo, a morosidade.
"Temos de debater e achar meios de melhorá-la, não de extinguí-la", ressaltou. "O Judiciário deve ser independente; é assim que funciona a democracia." Segundo informou a Assessoria de Imprensa da Justiça Federal, o atendimento ao público não foi prejudicado por causa do ato dos juízes. "Não deixamos de julgar casos mais urgentes como os casos criminais de réus presos", garantiu Simone. "Não se trata de uma greve, mas apenas uma discussão sobre as melhores soluções para a Justiça." Os representantes das associações de juízes anunciaram uma grande mobilização nacional em favor da categoria entre os dias 24 e 30. "Estão previstos atos públicos nas principais capitais, entre elas Rio e São Paulo", afirmou Eliete. A mobilização termina com um grande ato público em Brasília, no dia 30.


