Agência Folha
De Brasília
Os 2.400 juízes trabalhistas e os 750 juízes federais estão convocados para iniciar amanhã a primeira greve nacional de magistrados. O movimento inédito deverá começar sem perspectiva de aumento salarial imediato. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso, pretendia fazer ontem a última tentativa de acordo para evitar o desgaste da paralisação. ‘‘Serão dias de tensão e muito trabalho’’, disse no início da noite de anteontem sobre perspectiva de negociações no fim de semana.
Os líderes do movimento – Gustavo Tadeu Alkmim, presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, e Fernando Tourinho Neto, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil – estarão hoje em Brasília aguardando uma proposta.
Esgotadas todas as possibilidades de entendimento, a greve por tempo indeterminado suspenderá grande parte dos serviços da Justiça Federal e da trabalhista. As duas associações deram orientação para que os grevistas compareçam ao local de trabalho, mas só examinem pedidos de liminar que envolvam ameaça à vida, à saúde e à liberdade. A Justiça Federal decidiu, por exemplo, apreciar somente os habeas-corpus que envolvam a suposta violação à liberdade e os pedidos urgentes que
forem apresentados por aposentados e pensionistas.

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