Porto Alegre, 04 (AE)- Cerca de 100 juízes e advogados reuniram-se hoje em ato público para marcar o Dia Nacional de Mobilização e Protesto da Magistratura na capital gaúcha. A manifestação aconteceu às 14 horas, no saguão do edifício que abriga as juntas da Justiça do Trabalho, na Avenida Praia de Belas, em Porto Alegre. Os oradores criticaram principalmente o modo como está sendo conduzida a reforma do Judiciário.
"Querem que os juízes do futuro sejam juízes com medo"
acusou o presidente da Associação dos Juízes/RS (Ajuris), Antonio Tanger Jardim. Ele examinou também a condução da CPI do Judiciário. "Pinçaram alguns fatos graves, que já estavam sendo julgados e agilizaram a reforma com esta música de fundo", ironizou.
Jardim atacou a quebra da vitaliciedade da magistratura, permitindo que o juiz seja demitido por ato administrativo sob a acusação, por exemplo, de falta de decoro. "O que é falta de decoro? Este é um conceito aberto, cada um julga o que é. Se o juiz estiver tomando uma cerveja no bar da esquina também podem dizer que é falta de decoro? ", perguntou.
Outro dos convidados, o ex-deputado federal Jarbas Lima (PPB), criticou os seguidos ataques ao Judiciário por parte do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL/BA).
Além da Ajuris, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil OAB-RS, Associação dos Magistrados Trabalhistas (Amatra) e Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) enviaram representantes à reunião que durou cerca de uma hora. Outras cidades gaúchas programaram manifestações similares.

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