Curitiba - O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), desembargador Miguel Kfouri Neto, anunciou ontem investimentos de cerca de R$ 300 mil na compra de automóveis blindados e de coletes à prova de balas para os juízes ameaçados por criminosos no Estado. Em todo o Brasil, 87 magistrados estão sob ameaça de morte, segundo um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ainda, de acordo com o CNJ, o Paraná seria o estado com o maior número de casos e 30 juízes e desembarcadores estariam sob ameaça. O assassinato da juíza Patrícia Acioli no último dia 12, no Rio de Janeiro, escancarou o problema da falta de garantia de segurança aos magistrados.
No Paraná, estão em estudo ainda a criação do Batalhão Judiciário e o monitoramento à distância dos fóruns para garantir a segurança dos magistrados. Esta semana, o presidente do TJ-PR conversou com o governador Beto Richa (PSDB) sobre a criação do Batalhão Judiciário, considerado uma possível solução para garantir a segurança nos fóruns. Segundo Kfouri Neto, o governador se mostrou disposto a incluir a iniciativa no programa Paraná Seguro. Atualmente, há seis casos de ameaças aos juízes sendo monitorados. Não há juízes com escolta no Estado, pois nenhum deles a solicitou. A compra de coletes à prova de balas deve ser feita ainda este mês. Serão comprados 12 coletes, seis masculinos e seis femininos.

Suspeito preso

A Polícia Militar do Rio confirmou ontem que prendeu um suspeito de envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta na semana passada quando chegava em sua casa em Niterói, na região metropolitana do Rio. A Polícia Civil, no entanto, afirma que Alex Sandro da Costa Silva, o Alex Orelhinha, não está na lista de suspeitos. Apontado como chefe do tráfico de drogas no morro Menino de Deus, em São Gonçalo, cidade onde a juíza atuava, Silva foi preso pela PM na sexta-feira da semana passada - um dia após a morte de Acioli. A PM afirma que o traficante seria um dos suspeitos de participar do crime. Policiais militares do 7º Batalhão de São Gonçalo afirmaram que o preso é semelhante a um suspeito que foi visto três dias antes do assassinato nas proximidades da casa dela. (Com Folhapress)

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