Juízes de SP vêem estratégia na demora para fixar teto
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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Fred Ferreira (especial para a AE) 
São Paulo, 04 (AE) - Em São Paulo, os magistrados também reclamaram das críticas que o Judiciário vem sofrendo e cobraram do Executivo e Legislativo Federais a fixação do teto salarial do funcionalismo, previsto na Emenda 19 da reforma administrativa. Liderados pela Associação Magistrados do Brasil (AMB), os juízes não pouparam críticas a parlamentares e membros do Executivo Federal.
"O motivo pelo qual não se fixa o teto está muito claro: existem aberrações muito grandes de salários, mais todos os tipos que se posa imaginar de gratificações, que excederiam qualquer teto justo", atacou o juiz Wilson Lauhy Filho, da Associação dos Juízes Federais - AJUFE.
"O impasse em torno da fixação do teto tem servido de instrumento para denegrir a imagem dos magistrados, como se fossem verdadeiros marajás, quando, na realidade, a categoria está sem receber reajuste há cinco anos", disse um membro da Associação Paulista dos Magistrados -Apamagis. "Outro fator esquecido pelo Executivo e Legislativo é o fator moralizador do teto, já que, com ele, eliminaria-se os altos salários que verdadeiramente causam injustiças e prejuízos ao País."
Os juízes prepararam hoje dois atos de mobilização e protesto em São Paulo. O primeiro deles ocorreu durante a manhã, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e o outro, à tarde, em frente ao prédio da Justiça do Trabalho. A mobilização foi acordada durante o XV Congresso Nacional de Magistrados, realizado em setembro, em Gramado/RS.


