Recife, 04 (AE)- Somente cinco das 53 Juntas de Conciliação e Julgamento do Tribunal Regional do Trabalho em Pernambuco funcionaram hoje no dia nacional de paralisação e protesto do Poder Judiciário. Os juízes das 48 juntas restantes suspenderam as atividades para participar integralmente da programação em defesa da autonomia do Judiciário e por melhores salários.
O balanço foi feito pelo coordenador do movimento no Estado e presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 6ª Região (Amatra), Hugo Melo Filho. De acordo com o representante da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe), juiz Carlos Magno, as duas sessões do júri previstas para hoje foram suspensas.
Mas, ao contrário dos juízes trabalhistas a maioria dos juízes estaduais preferiu prestigiar o movimento sem suspender suas audiências, optando em participar de parte das atividades programadas para o dia de protesto, que incluiu debate pela manhã e contato com o público, à tarde, na Praça 17, no centro da cidade.
Na Praça, os juízes ficaram à disposição da população para tirar dúvidas e ouvir sugestõe. O caminhão do Programa Justiça nas Ruas, do Tribunal de Justiça, ofereceu serviços de folha corrida, carteira de trabalho, encaminhamento de reclamações trabalhistas e informações sobre o andamento de processos trabalhistas. Foi grande a procura das pessoas que chegaram a formar filas para serem atendidas.
No fim da tarde os juízes se dirigiram à sede do Tribunal Regional do Trabalho, onde entregaram ao presidente Josias Figueiredo a proposta de criação de uma ouvidoria regional do trabalho, que visa tornar mais rápido e fácil o acesso da população à Justiça do Trabalho.

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