Juízes da Paraíba trabalham aos finais de semana
Desde o último sábado e domingo, o Poder Judiciário da Paraíba está trabalhando todos os finais de semana durante os meses de abril, maio e junho em 17 Comarcas do Estado, incluindo a Capital, João Pessoa. O trabalho extra, que envolve mais de quinhentas pessoas entre juízes de Direito, promotores de Justiça, defensores públicos, servidores da Justiça e advogados, vai julgar processos acumulados ao longo dos anos.
Este é o sexto mutirão da Justiça paraibana desde fevereiro do ano passado. Os trabalhos extras, que vêm cancelando férias Judiciais e entrando pelos fins-de-semana, começaram com a posse do desembargador Marcos Souto Maior na presidência do Poder Judiciário da Paraíba.
O trabalho extra, as medidas adotadas e sistema de informatização garantiram números expressivos em termos de produção no Poder Judiciário da Paraíba. No ano passado foram 130.523 processos com sentenças finalizadas, superando em 40.006 os números do ano de 2000. Um aumento de 45,81%. Já o número de audiências cresceu 67,12% no mesmo período.
O aumento na produtividade não se limitou aos juízes de Direito. Os desembargadores julgaram no ano que passou 57,7% processos a mais do que em 2000. Outro dado importante: pela primeira vez na história do Judiciário paraibano o número de processos arquivados foi maior do que os novos processos que deram entrada na justiça. Resolvemos mostrar, com muito trabalho, que a Justiça pode ser ágil. Basta querer, disse Souto Maior.
Extras - Os trabalhos extras para desengavetar processos começaram em julho de 2001 quando as férias do meio do ano foram suspensas nas seis maiores Comarcas da Paraíba depois de João Pessoa e Campina Grande. Foram examinados 31.227 processos. Depois veio o trabalho nos finais de semana de setembro, outubro e novembro, também de 2001, quando foram agilizados os julgamentos de 13.980 processos. Este ano de 2002 começou novamente sem férias e com trabalho extra em um número maior de Comarcas: 12, incluindo a Capital e Campina Grande.
O plano administrativo por uma Justiça mais ágil e eficaz incluiu medidas duras e inéditas como a auditagem processual e o IPJ. A auditagem processual avalia a qualidade do trabalho do Poder Judiciário nas comarcas, com classificação por desempenho. Ficou conhecido no Estado como o Provão da Justiça, em uma alusão ao provão do MEC que avalia o desempenho das universidades públicas brasileiras. As auditorias nas comarcas do Estado apontam as Comarcas eficientes e as deficientes e os resultados são publicadas no Diário Oficial da Justiça.





