A Associação dos Magistrados do Paraná divulgou nota oficial contra o chamado Plano de Privatização da Previdência Pública Brasileira, que está sendo apreciado no Congresso Nacional. A posição da Associação dos Magistrados do Paraná, é de que é preciso protelar de qualquer maneira a votação de projetos absolutamente inconvenientes para o interesse da população, que mais evidenciam a intenção do Governo, em livrar-se de suas responsabilidades públicas.
Para o presidente da AMP, Jorge Massad, a proposta afronta a Constituição Federal e fragiliza o estado democrático de Direito, porque usurpa a competência privativa do Supremo Tribunal Federal para propor sobre regime de previdência pública estatal dos magistrados (artigo 93, VI, CF/88) e vulnera as garantias constitucionais de irredutibilidade, integralidade e paridade de vencimentos, proventos e pensões da magistratura (artigo 98, III, artigo 40, parágrafos 3º, 7º e 8º).
Massad também discorda da proposta porque o texto submete os proventos de aposentadorias e pensões de magistrados (agente público titular de cargo de provimento efetivo) a regime de previdência não-estatal, e por resultar na perda de independência e imparcialidade dos julgamentos, diante da submissão do julgador à lógica do lucro do mercado financeiro, no qual se insere o seu regime de previdência complementar privada.
A campanha de mobilização, idealizada pelo presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), juiz Luiz Felipe Silveira Difini, visa à rejeição ou transferência da votação dos projetos de Leis Complementares números 08/99, 09/99 e 10/99, que tramitam na Câmara dos Deputados, e o Projeto de Lei Complementar nº 01/2000, no Senado Federal, ambos de autoria do governo federal. A movimentação dos juízes busca evitar o desmantelamento do sistema de Previdência, que para o mgistrados afetará direta e irreversivelmente a população em geral e a magistratura em particular.

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