Brasília, 28 (AE) - A maioria dos juízes federais e trabalhistas não deu expediente hoje. Eles participaram de assembléias nas quais foi decidido por maioria de votos suspender a greve que estava programada para começar hoje. Mas a suspensão não foi uma unanimidade: o único juiz federal de Roraima e os três do Acre queriam continuar a paralisação. Mas o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Tourinho Neto, garantiu que a suspensão deverá ser seguida por todos.
Apesar de suspender a greve, os juízes devem continuar a pressionar pela fixação do teto salarial do funcionalismo público. "Não abrimos mão da fixação do teto, por ser uma medida moralizadora, que significará economia para o País", afirmou o presidente da Associação dos Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Gustavo Tadeu Alkimin.
A fixação do teto salarial depende da aprovação de uma lei de iniciativa dos presidentes dos três Poderes e da Câmara. Mas há resistências à fixação do teto, principalmente do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que não aceita discutir o assunto antes de resolver o problema do salário mínimo.
De acordo com a liminar dada pelo ministro Nelson Jobim, do Supremo Tribunal Federal (STF), o auxílio-moradia deixará de ser pago aos integrantes da Justiça Federal e do Trabalho quando for fixado o teto salarial. Os juízes também não receberão mais o benefício se o Supremo cassar a liminar durante o julgamento definitivo da ação.

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