Juízes afirmam não temer quebra de sigilo pelo STJ
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2000
Por Arlindo de Almeida 
João Pessoa, 16 (AE) - O ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 13.ª Região, na Paraíba, Severino Marcondes Meira, disse hoje não temer a quebra do sigilo bancário pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinada pelo órgão ao Banco Central (BC), porque, alega, não praticou nenhuma irregularidade durante o mandato no tribunal. "Estou tranquilo", afirmou o ex-presidente, acusado de nepotismo, improbidade administrativa e abuso de autoridade.
Meira teria empregado 63 parentes, entre eles mulher e filhos, quando exerceu à presidência do TRT.
O ex-presidente lembrou que autorizou, em 1995, o ex-corregedor do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Wagner Pimenta a investigar toda a vida bancária, fiscal, telefônica e contábil dele. Em 1998, quando foi ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado, disse que também autorizou a quebra do sigilo bancário e nada foi encontrado que desabonasse a conduta de magistrado. "Esse processo contra mim não tem fundamento", disse Meira, que passa o verão em Natal.
"Eu não temo nada, absolutamente nada", disse o juiz Paulo Montenegro Pires. De acordo com Montenegro, foi ele que pediu ao STJ a quebra do sigilo bancário, a fim de que o processo tramitasse mais rápido. Das três denúncias que correm na Justiça contra ele, duas foram julgadas improcedentes pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Resta apenas a investigação sobre as contas bancárias. "Sou um homem honrado", disse o juiz, que foi presidente do TRT entre 1985 e 1987.
O juiz Tarcísio de Miranda Monte, que reside em Natal, não foi localizado. Ninguém atende o telefone residencial dele. Os funcionários Severino Marcondes Meira Filho e Marcelo Capistrano de Miranda Monte não estão em João Pessoa e não foram localizados.


