Juíza proíbe imprensa em reconstituição de crime
De Maringá
A juíza substituta de Loanda, Ana Lúcia Penhobel de Moraes, impediu ontem que a imprensa acompanhasse a reconstituição do assassinato do agricultor Eduardo Anghinoni, no assentamento Pontal do Tigre, em Querência do Norte (113 quilômetros ao norte de Paranavaí). Eduardo é irmão de Celso Anghinoni, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região. Ele foi morto com cinco tiros no dia 29 de março do ano passado, na casa de Celso. No final da tarde, por telefone, a juíza Ana Lúcia alegou que a imprensa não pôde acompanhar porque se tratava de confecção da prova.
Ela explicou que depois de concluída a medição, o local seria liberado. No entanto, policiais militares não liberaram a imprensa de entrar na área, mesmo após concluída a reconstituição. Segundo Ana Lúcia os peritos têm agora cinco dias para apresentar o laudo judicial. A reconstituição foi pedida pelo advogado José Paulo Pereira Gomes, que defende o único acusado preso, Jair Firmino Borracha. O exame de balística feito em projéteis encontrados na casa e no corpo da vítima, comprovou que as balas saíram de uma arma de Borracha. Gomes alega que tem documentos comprovando outra versão para a trajetória das balas e que Borracha tem testemunhas para comprovar que na noite do crime estava em Santo Antonio do Caiuá, onde mora.





