Belém- A juíza Edith Ribeiro Dias, do Tribunal de Justiça do Pará, mandou quebrar o sigilo bancário dos sete jurados que absolveram, em dezembro passado, a suposta vidente Valentina de Andrade da acusação de castração e morte de crianças em Altamira (PA). Os três oficiais de Justiça que deveriam ter garantido a incomunicabilidade dos integrantes do júri nos 17 dias de julgamento também terão o sigilo de suas contas quebrado.
Com o levantamento da movimentação bancária das dez pessoas envolvidas com o julgamento será possível saber se alguém foi ou não corrompido para permitir contato de terceiros com os jurados ou se houve suborno para inocentar Valentina.
De acordo com o delegado Neivaldo Silva, responsável interino pelo inquérito policial, os bancos foram contatados ontem para que informem a movimentação financeira dos jurados. ''Até o momento eu não posso dizer que houve corrupção no júri da Valentina de Andrade, mas quem vai tirar as dúvidas são os bancos'', disse o delegado.
Além do inquérito policial, há um processo administrativo em andamento no Tribunal de Justiça para apurar a responsabilidade de servidores do Judiciário. ''Estamos em busca da verdade sobre o que aconteceu naquele julgamento. Cada um terá direito à mais ampla defesa, mas se houver culpa de alguém haverá punição'', afirmou a presidente do Tribunal de Justiça do Pará, desembargadora Maria de Nazareth Brabo de Souza.

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