Curitiba, 10 (AE) - A juíza de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, Marcelise Weber Lorite, determinou hoje a interdição das três cadeias do município. Em seu despacho, ela justifica sua decisão afirmando que "as más condições das celas e a superlotação estão prejudicando a saúde dos presos e colocando em risco a segurança da população". A Secretaria de Segurança Pública tem prazo de dez dias para retirar os detentos e iniciar as reformas necessárias. A reportagem tentou contato com a delegacia-geral da Polícia Civil
mas obteve resposta.
Segundo a juíza, havia hoje 89 presos na cadeia central, a única onde ainda são mantidos os detentos, quando a capacidade é para 24. As outras duas cadeias já estavam desativadas, uma porque não possui policiais para o serviço de carceragem e a segunda porque não tem celas. "Interditei uma carceragem que nem existe", disse. De acordo com ela, o conselho de comunidade de São José dos Pinhais entrou com ação pedindo a interdição das cadeias, apresentando laudos do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, que comprovam que não há condições de funcionamento.
A juíza disse que todos os presos estão com pediculose ou problemas de pele. Além disso, semanalmente são levados pelo menos cinco para o Manicômio Judiciário para tratamento de doenças pulmonares. Marcelise também requer aumento no número de policiais. Segundo ela, a delegacia central possui apenas 12 policiais, que se revezam em quatro equipes de três: um fica no telefone, outro cuida da carceragem e um é responsável pelo trabalho de investigação nas ruas.

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