Arquivo FolhaA juíza Sandra Mello de SantisA juíza Sandra Mello de Santis, que desclassificou como homicídio doloso a morte do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, disse ontem que, ‘‘como todos os brasileiros’’, acha que os culpados ‘‘devem ser punidos corretamente’’. Sandra Mello se referiu à declaração do presidente Fernando Henrique Cardoso pedindo punição exemplar para os acusados do crime. A juíza afirmou que não podia dizer se FHC estava ou não criticando sua sentença porque não havia ouvido a frase e não conhecia seu contexto. O índio pataxó morreu após ter seu corpo queimado enquanto dormia em um ponto de ônibus na madrugada do dia 20 de abril.
Cinco jovens confessaram o crime. Um deles é menor de idade - G.N.A.J., 17 anos - e foi condenado a três anos de internação. Os outros quatro jovens foram acusados pela promotoria por homicídio doloso qualificado, cuja pena máxima é de 30 anos de prisão e decidida no Tribunal do Júri.
A juíza Sandra Mello desclassificou essa acusação, passando para lesão corporal seguida de morte, cuja pena máxima é de 12 anos de prisão. Um juiz criminal é o responsável pelo julgamento.
Os quatro jovens estão presos desde o dia 20 de abril.

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