Imagem ilustrativa da imagem Juíza descarta incluir guarda municipal como coautor da morte de jovem
| Foto: Núcleo de Comunicação/Prefeitura de Londrina


A juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kather, indeferiu nesta segunda-feira (21) o pedido do advogado Mário Barbosa, que defende a família de Matheus Evangelista, 18 anos, morto após uma festa na zona norte no dia 11 de março, para inclusão do guarda municipal João Victor Arruda como coautor na denúncia de homicídio qualificado e falsidade ideológica, protocolada na semana passada pelo promotor Ricardo Domingues.

O próprio Ministério Público não vislumbrou mudanças na ação. A magistrada seguiu o mesmo raciocínio. Para Kather, "o assistente de acusação (Barbosa) carece de respaldo legal". Os agentes Fernando Neves e Michael de Souza Garcia continuam presos preventivamente, ou seja, podem ficar atrás das grades até a conclusão do processo criminal.

Enquanto isso, Arruda foi afastado da Guarda Municipal. Ele também não pode usar armas da corporação ou particulares, além de não se ausentar da cidade sem autorização judicial.

O caso

As diferentes versões do crime levaram a Polícia Civil a promover uma reconstituição. Na reprodução simulada, o delegado de Homicídios, Ricardo Jorge, atestou que o tiro que matou Matheus Evangelista foi disparado por Fernando Neves. Por outro lado, Michael Garcia atirou para cima em tom de advertência. Os acusados alegam que foram chamados por moradores do Jardim Porto Seguro para atender uma ocorrência de perturbação de sossego.

Quando chegaram no endereço repassado, teriam encontrado o rapaz já baleado. A vítima foi transportada na viatura da Guarda Municipal até o Hospital da Zona Norte (HZN), mas precisou ser transferido para o HU (Hospital Universitário) por causa dos graves ferimentos. Mesmo assim, Evangelista não resistiu.

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