Agência Estado
Do Rio
A juíza da 33ª Vara Criminal do RJ, Érica de Paula Rodrigues, decretou ontem à tarde a prisão preventiva do deputado cassado Sérgio Naya. A juíza aceitou a denúncia da promotora Mônica Costa di Piero, que considera o ex-deputado autor de crime doloso. ‘‘Naya tinha o dever de evitar o desabamento do Palace 2, pois tinha conhecimento das falhas de estrutura do edifício’’, afirmou a promotora. O desmoronamento parcial do edifício, no carnaval de 1998, deixou oito mortos e centenas de desabrigados.
Naya está foragido e o advogado do ex-deputado, Nilo Batista, não foi encontrado ontem. Segundo o advogado Nélio de Andrade, que atua como auxiliar da acusação, Batista pode entrar com pedido de habeas-corpus para trancar a ação ou pedir a liberdade de Naya. ‘‘Tenho certeza de que o Tribunal de Justiça vai refutar o argumento de que não há o mínimo de crime a ser apurado; o crime existe e está comprovado pelos oito cadáveres’’, afirmou.
Para o advogado, pesa contra Sérgio Naya o fato de ele não ter endereço fixo. ‘‘Ele tem apartamento no Rio, em São Paulo e Miami, além de ser dono de um jatinho, o que facilita a fuga’’, afirmou Andrade.’
A promotora Mônica de Piero recebeu o inquérito em 11 de novembro. Ela analisou documentos recolhidos dos escombros do Palace 2, que provaram que Sérgio Naya e o engenheiro Sérgio Murilo Domingues receberam juntos reclamações de moradores do edifício, que denunciavam problemas na estrutura. Domingues, até então testemunha de defesa de Naya, foi acusado por homicídio doloso por desabamento, pela promotora Mônica. O outro réu do processo é o engenheiro José Roberto Chendes.Justiça acatou denúncia de promotora, que considera o ex-deputado responsável pelas mortes provocadas pelo desabamento do Palace 2
Arquivo FolhaFORAGIDOO ex-deputado Sérgio Naya, proprietário da Construtora Sersan, que fez o Palace 2: destino ignorado

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