Curitiba - A juíza substituta da 4º Vara da Justiça Federal em Curitiba, Tani Maria Wurster, concedeu liminar suspendendo a interdição ética do médico Antonio Miguel Nuevo ou Dr. Migué Aranha, como é conhecido determinada em 20 de março deste ano pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). O médico poderá retomar as suas atividades em seus consultórios de Curitiba, Palmeiras, Ponta Grossa e Guarapuava. O conselho informou que irá recorrer da decisão.
Segundo informações do CRM-PR, a interdição cautelar foi proposta porque havia sido constatado que o médico vinha prescrevendo remédios para emagrecimento, em associações proibitivas de substâncias e em doses superiores às recomendadas, com risco de causar dependência química e física e danos irreversíveis à saúde.
A decisão da juíza baseou-se na falta de competência do CRM-PR, legalmente prevista, para ''criar a figura da interdição cautelar''. Por outro lado, a magistrada reconhece que há, nos autos, indícios de que o médico teria causado sérios danos aos seus pacientes mediante a prática da conduta criminosa da venda de receitas de medicamentos que causam dependência química.
De acordo com o CRM-PR, o médico responde a vários procedimentos éticos e a interdição seria mantida até o julgamento dos processos. Ele chegou a ser preso, no final do ano passado, junto de outras três pessoas, por policiais do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), sob a acusação de vender receitas de remédios manipulados de emagrecimento em Curitiba.(A.L.)

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