As mortes dos juízes-corregedores Alexandre Martins de Castro Filho, de Vila Velha (ES), e Antônio José Machado Dias, de Presidente Prudente (SP), em menos de 10 dias, afetaram o dia-a-dia das autoridades judiciais paranaenses. A juíza Vanessa Biassio Mazzutti, da única vara no Fórum de Andirá (36 km ao oeste de Jacarezinho), pediu proteção policial para voltar para casa no último sábado.
De acordo com a Polícia Militar (PM), Vanessa estava em uma universidade de Londrina, onde faz curso de pós-graduação, quando teria recebido um telefonema estranho, de uma suposta ameaça. O tenente-coronel do 18º Batalhão da PM de Cornélio Procópio, José Antônio Pereira, autorizou o acompanhamento policial à juíza.
O coronel da PM esclareceu, no entanto, que ''o apoio foi solicitado especificamente para aquele momento''. Segundo Pereira, não foi feita solicitação formal para proteção policial constante.
Vanessa não quis comentar o pedido e nem a ação policial por conta das implicações atuais. Disse apenas que ''a magistratura do País e especialmente do Paraná vivem uma situação complicada no momento''. Na manhã de ontem, a juíza recebeu no Fórum de Andirá dois policiais do comando do batalhão da PM na região.
Na semana passada em entrevista à Folha, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR, advogado Dálio Zippin Filho, disse que as ameaças feitas pelo crime organizado preocupam juízes e promotores no Estado.

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