A juíza da 1ª Vara Criminal de Ibiúna, Eduarda Maria Romeiro Corrêa, acatou ontem à noite o pedido, feito pela Promotoria de Justiça, de prisão preventiva do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, ex-diretor de ‘‘O Estado de S. Paulo’’.
Pimenta Neves é assassino confesso da também jornalista Sandra Florentino Gomide, 32, de quem foi namorado. O crime ocorreu no dia 20, no haras Setti, em Ibiúna (68 km de São Paulo).
Com a decisão, Pimenta Neves deverá permanecer detido até a realização de seu julgamento.
A juíza também aceitou a denúncia de homicídio duplamente qualificado (sem dar chance de defesa à vítima e por motivo fútil) feita pela promotora de Justiça de Ibiúna (68 km de São Paulo), Lúcia Nunes Bromerchenkel.
Se for condenado por homicídio qualificado, o jornalista pode vir a receber pena de 12 a 30 anos de prisão, sem direito a liberdade condicional.
A Justiça de Ibiúna já havia decretado a prisão temporária (durante a vigência do inquérito policial) de Pimenta Neves porque ele tinha fugido do local do crime.
Atualmente, o jornalista está internado em uma clínica psiquiátrica por meio de liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Dois dias após o assassinato, ele fora hospitalizado após tentativa de suicídio.
O advogado de Pimenta Neves, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, entende que a decretação da prisão preventiva não tira o direito de seu cliente permanecer na clínica psiquiátrica por dez dias. ‘‘Se o retirarem estarão cometendo uma ilegalidade e descumprindo uma ordem judicial’’, disse.
Hoje, o advogado entrará com pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para derrubar a ordem de prisão decretada ontem. ‘‘A liberdade dele não coloca em risco a instrução e é desnecessária’’, disse.

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