Juíza acata pedido de exumação de agricultor Marcos Zanatta De Maringá A juíza de Loanda (102 quilômetros a oeste de Paranavaí), Ana Lúcia Penhobel de Moraes, acatou o pedido de exumação do corpo do agricultor Eduardo Anghinoni. Ele foi morto com cinco tiros em março do ano passado na casa do irmão, Celso, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Querência do Norte. O pedido de exumação foi feito pelo advogado José Paulo Pereira Gomes, que defende o único acusado preso, Jair Firmino Borracha. A exumação está marcada inicialmente para o próximo dia 21 de março, no cemitério de Madianeira (região de Cascavel), onde Eduardo morava. Segundo o advogado Gomes existe um projétil ‘‘de grosso calibre’’ alojado no corpo de Eduardo. ‘‘O que vai comprovar a inocência de Borracha’’, afirma. Ele explica que junto com os acusados – Borracha, Osnir Sanches e Ivo Lopes – foram apreendidas apenas armas calibre 38. ‘‘O que comprova a participação de outras pessoas no crime’’, acusa o advogado do MST em Querência do Norte, Avanilson Alves de Araújo. Ele lembra que o exame de balística feito em projéteis encontrados na casa e no corpo da vítima comprovou que as balas saíram de uma arma de Borracha. Gomes alega que o laudo está forjado, que tem documentos comprovando outra versão para a trajetória das balas e que Borracha tem testemunhas para comprovar que na noite do crime estava em Santo Antônio do Caiuá, onde mora. ‘‘Foram disparados oito tiros e ninguém consegue fazer isso em poucos minutos’’, alega. Ele disse ainda à Folha que se Borracha for levado a júri popular, pretende pedir o desaforamento do julgamento. Para o advogado do MST, as provas e a reconstituição feita em janeiro passado com base no depoimento de Celso Anghinoni, que estava na sala junto com o irmão assassinado no momento do crime, comprovam a participação dos acusados.

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